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OperaFest Lisboa 2023

OperaFest Lisboa 2023

18 AGO a 9 SET 2023
JARDIM MUSEU MNAA

“Entre o Céu e o Inferno”
Do medo mais profundo ao prazer supremo

Tal como a ascenção a um patamar superior é uma inevitável aspiração humana – um patamar de harmonia, beleza e prazer supremos, no extremo oposto está o terror por situações de sofrimento extremo da experiência humana – o inferno.

O desejo e o receios supremos constituem o mote deste próximo Operafest Lisboa.

A programação deste ano é marcada por dois grandes clássicos incontornáveis, as duas óperas mais vistas de sempre: a “Carmen” de Bizet e A Flauta Mágica de Mozart e ainda uma ópera paradigmática do século XX “Suor Angelica” de Puccini, em dose dupla com a estreia absoluta de “Rigor Mortis ou A Casa dos Anéis” de Francisco Lima da Silva, o concurso de ópera contemporânea, Maratona Ópera XXI, nesta edição apostando em cantores emergentes para a ópera de hoje, o arranque do ciclo Cine-ópera, cruzando cinema e ópera, evocando a grande Maria Callas, aulas de canto para uma experiência de auto-descoberta vocal com “Máquina Lírica” ou “Rifas Operáticas” para se habilitar a um momento de ópera ao domicílio e ainda a  Performance “Forças Ocultas, terminando com uma rave operática divina e infernal – tudo entre o Céu e o inferno e como questão transversal a condição feminina e luta pela liberdade e direitos femininos.

Arranca como é habitual com um GRANDE CLÁSSICO, em terra latina, com uma ópera que foi um retombante fracasso quando da sua estreia, pela sua apologia à emancipação feminina, mas que rapidamente se tornou um dos grandes hits operáticos – a irresistível “Carmen” de Bizet. Para esta mulher destemida precisamente não há céu, nem inferno, existe toda uma vida dominada pelos homens, que ela por sua vez subjuga ao sabor das suas necessidades e paixões. Protagonizada pela meio-soprano alemã em ascensão internacional, Kristina Stanek de voz quente e sensual, tendo com Don José o tenor mexicano Rodrigo Porras Garulo e o barítono columbiano Christian Luján como Escamiglio, marcando a estreia em encenação de  ópera do actor e encenador Tónan Quito, sob a direcção do maestro luso-polaco Jan Wierzba.

Apresenta em dose-dupla, um clássico do século XX, “Suor Angelica a ópera favorita do seu ciclo “Il trittico”, do mestre da emoção Giacomo Puccini, que traça a tragédia de uma jovem de boas famílias que entra no convento para expiar um filho fora do matrimónio. E “Rigor Mortis ou A casa dos Anéis”, a ópera em estreia absoluta do jovem compositor Francisco Lima da Silva, a partir da adaptação do conto de Domingos Monteiro Casa Mortuária, em que um homem declarado morto, continua a observar os acontecimentos à sua volta até à revelação finalUma fábula moderna post mortem que evoca os limites entre a vida e a morte e uma tragédia universal, ambos espelhando bem a culpabilização da mulher que expia os males do mundo. A protagonista será Catarina Molder, marcando a estreia em encenação de ópera do actor e encenador Miguel Seabra, sob a direcção musical do promissor maestro Miguel Sepúlveda.

Para toda a família outro GRANDE CLÁSSICO, “A Flauta Mágica” do genial Mozart. A Flauta que as três damas dão ao principe Tamino, tem o poder de neutralizar o mal, a sua música opera milagres apagando o perigo. Simbolizando a luta do bem contra o mal, da luz e da escuridão, replecto de contradições, este aparentemente singelo conto de fadas, fala afinal sobre as relações de poder, da cobardia versus coragem e de amor, com a música mais sublime, irradiando uma luz que contagia todos os públicos, com a encenação de Sandra Faleiro e um elenco com grandes talentos nacionais, dirigido pelo jovem maestro Tiago Oliveira.

O concurso de ópera contemporânea português – MARATONA ÓPERA XXI – GRANDES CANTORES para a ÓPERA DE HOJE, aposta este ano em novos cantores e na interpretação da ópera do nosso tempo em co-produção com MPMP, Património musical vivo e apresentado num novo parceiro de programação –  o Centro Cultural de Belém. O desafio é numa selecção de árias oriundas de óperas das últimas décadas de compositores portugueses como Alexandre Delgado, António Chagas Rosa, Daniel Moreira, Sara Ross, Francisco Fontes, entre outros, num espectáculo encenado, avaliar os dotes na interpretação de ópera contemporânea portuguesa, e em particular em língua portuguesa, potenciando assim a fortalecimento da tradição do canto em português e a apropriação, especialização e difusão de repertório português de ópera contemporânea, por novas gerações de cantores. Conta com a encenação de Rodrigo Aleixo, vencedor da última edição do concurso, sob a direcção musical da maestrina Rita Castro Blanco.

O aguardado ciclo CINE-ÓPERA, finalmente acontece em parceria com a Cinemateca Portuguesa, propondo contágios e evocações mútuas entre ópera e cinema. Apresenta a incontornável “A Flauta Mágica do mítico realizador Ingmar Bergman, o não menos extraordinário filme “Os Canibais” do visionário Manoel de Oliveira, que criou um novo paradigma (pela primeira na história da ópera, um grande cineasta cria uma ópera/filme) uma ópera que só vive no écran de cinema. E não poderia deixar de ser, em ano de centenário do nascimento de Maria Callas, uma homenagem com o filme “Maria by Callas de Tom Volf .

Neste edição os novos olhares e explorações em torno da ópera com OPERA SATÉLITE,  lançam-se na performance com o actor e performer Gustavo Sumpta a explorar a matéria operática em “Forças Ocultas”, no cenário magnífico do Teatro Romano de Lisboa. Propõe ainda momentos de ópera inesperados em recintos com “Ópera Express” ou levando mesmo ópera ao domicílio com “Rifas Operáticas”. Continuando as aulas de descoberta vocal a curiosos – “Máquina Lírica”. Em parceria com âmbito cultural  do El Corte Inglés, apresenta o curso livre “À Descoberta da Ópera” por Inês Thomas Almeida e uma conferência por Rui Vieira Nery, em torno de “O fenómeno Maria Callas”, reflectindo sobre uma intérprete do secúlo XX, que tornou universal o paradigma do canto lírico. Finalmente a RAVE OPERÁTICA “Entre o céu e o inferno” fecha o Operafest com a fusão da ópera com o mundo pop e electrónica, entre o sagrado e o profano, entre o divino e o infernal – o céu é o limite!

Contactos
Lisboa – Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga

Bem vindos ao Operafest e ao mundo trágico da ópera!

OperaFest Lisboa 2023

Data

18 Ago 2023 - 09 Set 2023
Desde

Localização

Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa