
Lançamento do Álbum “Poema” Recital de Piano por Teresa da Palma Pereira
Lançamento do Álbum “Poema” Recital de Piano por Teresa da Palma Pereira
Auditório Municipal Ruy de Carvalho Em Carnaxide, Concelho de Oeiras
Programa do Recital
5 de Julho (Domingo) – 18h
Pianista: Teresa da Palma Pereira
1.ª Parte
- Mozart – Fantasia em Ré menor, K.397
- Mendelssohn – Rondo Capriccioso
- Chopin
- Prelúdios n.º 5 e n.º 10
- Noturno Op. 48 n.º 2
- Estudo Op. 25 n.º 8
- Prelúdios n.º 11, 14, 15 e 16
- Valsa Op. 42
- Balada n.º 2
Intervalo
2.ª Parte
- Liszt – Les Cloches de Genève
- Liszt – Soneto de Petrarca n.º 104
- Albéniz – Prelúdio de España, Op. 165
- Manuel de Falla – Danza Española n.º 2 de La Vida Breve
- Rachmaninov
- Prelúdio Op. 32 n.º 5
- Prelúdio Op. 23 n.º 9
- Debussy – Des pas sur la neige
Notas:
Obras que por si e no seu conjunto revelam uma “poesia da música ”
A música de Mozart é feita de beleza, mas também de tempestades. O dramatismo da tonalidade de ré menor conduz-nos num turbilhão de emoções, numa “Fantasia”, ora patética, ora melancólica, inquieta ou graciosa…
A luz toma conta do piano de Mendelssohn com a chegada de mi Maior, cuja doçura se desfaz em espirituosa ironia, após a introdução, quando chega o “Rondo Capriccioso”.
A teatralidade dá lugar ao sonho e leveza, que dançam num corropio em busca de ré Maior, revelando novos mundos, que logo se mostram ilusórios e fugidios com dois Prelúdios de Chopin.
Finalmente, dos mundos oníricos descemos à terra, continuando a escutar tons de folclore e nostalgia noturna na música do compositor polaco.
Logo regressa o tom ligeiro, gracioso e dançante, que contrasta com a escuridão e momento sublime de reflexão introspectiva, com que culmina mais um ciclo de prelúdios.
Da serenidade contemplativa, a música salta, fervilhante, para o salão de baile, “valsa” e, em seguida, faz-nos escutar, em silêncio, uma história, uma lenda, balada…
Ouvem-se sinos, ao longe, eles tocam a rebate e desvanecem-se…o seu eco transforma-se em poema antigo, musicado por Liszt.
A poesia também vem da terra, do canto da tradição de um povo, povo cigano que chora e dança, homenageado por Albéniz.
O som torna-se mágico, através da cantilena das terras distantes, a terra que deixamos, a Rússia da infância de Rachmaninov, com as suas canções de embalar e ecos de vivacidade da língua falada.
