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ÓPERA EXPRESS PARA NOVOS ENCENADORES + MARATONA ÓPERA XXI / OPERAFEST LISBOA 2022

Prémio Carlos de Pontes Leça

É com grande orgulho que o Operafest Lisboa, o festival de ópera “fora da caixa” que quer trazer a ópera para mais próximo do mundo de hoje, apresenta o único concurso de ópera contemporânea português, potenciando a sua renovação, novos compositores, intérpretes e criativos para trazerem à ópera propostas estimulantes!

A 3ª edição do concurso Maratona Ópera XXI- no âmbito do Operafest Lisboa 2022, em co-produção com MPMP Património Musical vivo, aposta na divulgação e revisitação de repertório contemporâneo, em língua portuguesa, de pequeno formato, já composto e na emergência de novos talentos na encenação de ópera.

Pretende-se assim revistar repertório contemporâneo, possibilitando a sua descoberta por novos públicos e novas leituras do mesmo, assim como potenciar a apropriação da ópera por uma maior e mais variado número de criativos, oriundos de várias áreas das artes performativas, como forma de estimular novos olhares e uma maior abertura à comunidade artística contemporânea.

Três candidatos encenadores apresentarão versões de cada excertos das duas óperas seleccionadas de António Chagas Rosa e Daniel Moreira e o vencedor ganhará o Prémio Carlos de Pontes de Leça. Esta Maratona apresenta ainda, fora do concurso, a estreia absoluta da ópera Minotauro de João Ricardo – vencedor do Prémio Carlos de Pontes Leça, da edição anterior, em torno mais uma vez, do tema do destino, subjacente à programação desta edição, e ainda retomando a ideia do labirinto, desta vez, do mito original do labirinto de Creta.

Propõe-se um programa entusiasmante, com excertos de duas óperas contrastantes, uma de 1994 com tragédia lírica arrebatadora, outra de 2018 de humor cortante irresistível e ainda uma estreia absoluta.

Barão e Duquesa, Ninguém e rodo o mundo (2018)
Um empresário falido e uma viúva vivem uma tragédia familiar sem precendentes. Todavia, ao mesmo tempo que Dom Turismo leva Simãozinho, filho do casal a cometer um infeliz deslize, poderá afinal oferecer-lhes salvação. Haverá hotel que redima a dor infinita de uma alma gourmet?

Cânticos para a remissão da fome (Cena 3)
Na 3ª cena da ópera assistimos a uma recriação da corte da princesa Libuse da Boémia. Esta figura lendária governou um efémero principado medieval, onde o poder político e militar estava nas mãos das mulheres, desempenhando os súbditos do sexo masculino funções subalternas. A 1º Prisioneira (Milena) é iniciada como guerreira amazona pela sua amiga Margarete (2ª Prisioneira), mais um dos sonhos alienados das duas prisioneiras do campo de concentração de Ravensbrück. Shudi comenta e incita a acção, com ironia e desprezo pela condição humana.

MINOTAURO: apontamento para um recomeço é um episódio operático que propõe uma desconstrução do mito do Minotauro. Vagamente inspirado no tratamento desta fábula por Jorge de Sena e Jorge Luís Borges, dá-se aqui voz ao Minotauro, mas também às diferentes vozes que poderiam ter vivido na sua consciência e alimentado a sua imaginação.

FICHA ARTÍSTICA
Direcção musical: Jan Wierzba
Encenadores: Anna Leppänen, Inês Filipe, Rodrigo Aleixo e Daniela Cruz
Desenho de Luz: Pedro Santos

Elenco
Barão: João Valido Vaz
Duquesa: Beatriz Volante

Shudhi: Catarina Mouro
1ª Prisioneira: Beatriz Volante
2ª Prisioneira: Ana Rita Colho

Minotauro: João Valido Vaz
Consciência e carrasco: Ana Rita Coelho e Beatriz Volante
Ensemble MPMP

Júri
Catarina Molder, soprano e direcção artística do OPERAFEST
Edward Ayres de Abreu, compositor e musicólogo, programador do MPMP
Sandra Faleiro, actriz e encenadora
André Cunha Leal, programador CCB
Maria João Cabral, Fundação La Caixa
Rui Horta, coreógrafo e encenador

Data

06 Set 2022
Expired!

Hora

21:00 - 22:30

Localização

Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa




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