
OCUPAÇÃO – Exposição individual de Maria Caroço, com curadoria de Sabrina Stephanou será apresentada no Atmosfera M,
No dia 19 de agosto de 2026, às 18h30, no Atmosfera M em Lisboa, recebe a exposição OCUPAÇÃO, da artista portuguesa Maria Caroço. A mostra estará aberta para visitação até 15 de setembro de 2026. Nesta exposição Maria Caroço cruza têxtil, instalação, ilustração e materiais recuperados.
“O seu trabalho explora a reutilização do têxtil e do descartável como gesto de reconstrução, estabelecendo relações entre memória, sustentabilidade e vínculos humanos. Criar surge, assim, como um exercício de cuidado, onde cada matéria transporta uma história e cada intervenção abre novas possibilidades de significado. Entre aquilo que ocupa espaço e aquilo que ocupa tempo, OCUPAÇÃO propõe uma reflexão sobre as formas como habitamos o mundo e construímos significado através da experiência. O título refere-se simultaneamente ao espaço físico das obras, ao lugar conquistado ao longo de um percurso e ao tempo investido em cada gesto. Tal como uma sombra altera a sua dimensão conforme a posição da luz e do observador, também uma trajetória se transforma de acordo com a perspetiva de quem a contempla.”, afirma a curadora da exposição, brasileira, Sabrina Stephanou.
Através de obras que exploram a memória dos objetos, a matéria e o gesto, a exposição propõe uma reflexão sobre o que escolhemos preservar, transformar ou descartar. No centro da exposição encontra-se uma instalação em permanente construção pela artista, desenvolvida ao longo do período expositivo. A obra deixa de se apresentar como objeto concluído para assumir o processo como parte integrante da experiência artística. O público acompanha a transformação dos materiais, a repetição dos gestos, as decisões e os desvios que habitualmente permanecem invisíveis, tornando-se participante de um tempo de criação que permanece em aberto.
Sobre aquilo em que me demorei, ou sobre o espaço que ocupo. Depende da posição da luz e do observador. Um convite a olhar para a prática artística como um processo contínuo de permanência, transformação e reconstrução, onde o valor da obra reside tanto no resultado como no tempo que a tornou possível.
Sobre a artista
Maria Caroço (Torres Vedras, 1972) é designer de moda, criadora de padrões e artista visual portuguesa. Formada em Design de Moda pelo IADE (1995), construiu uma trajetória que cruza marcas autorais, desenvolvimento têxtil e criação independente. Fundadora do Maria Caroço Studio, trabalha na intersecção entre moda, ilustração e arte tridimensional, explorando o reaproveitamento têxtil e resíduos de difícil reciclagem como matéria poética e crítica. A sua prática investiga transformação, memória e consumo, propondo uma estética sensível onde criar é também um ato de cuidado. Apresentou a sua marca no Lisboa ID (2009–2010), colaborou em projetos editoriais e musicais — incluindo a digressão “Mundo”, de Mariza (2017) — e desenvolve padrões e peças autorais em regime freelancer. Desde 2020, intensificou o trabalho em escultura de parede e pintura mista com materiais descartáveis. Em 2024, realizou a exposição individual “Eu, Disjuntamente” e prepara novas mostras que cruzam aguarela, tridimensionalidade e reflexão sobre publicidade, desejo e liberdade provisória, e em 2026 apresentou a exposição “Tudo Nasce do Mesmo Lugar’, no Fórum Grandela – Casa da Cidadania, em Lisboa. Paralelamente, promove oficinas criativas e projetos educativos entre Brasil e Portugal, defendendo a arte como prática regenerativa e instrumento de consciência ambiental.
INFORMAÇÕES:
Data: 19 de agosto a 15 de setembro de 2026.
Abertura da exposição: 18h30
Local: Atmosfera M, Rua Castilho, nº 5, em Lisboa.
Horário para visitação: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
Entrada livre.
Contato: stephanoucultural@gmail.com
Redes sociais: @mariacaroco_studio e @stephanoucultural