
Fim de Emissão #57 leva experimentação sonora ao Desterro com Rodrigo Feijó, Nico Espinoza e Moon Yé
Fim de Emissão #57 leva experimentação sonora ao Desterro com Rodrigo Feijó, Nico Espinoza e Moon Yé
A série Fim de Emissão regressa ao DARC – Desterro para a sua 57.ª edição, propondo uma noite dedicada à criação sonora contemporânea, à escuta imersiva e ao cruzamento entre música eletrónica, investigação artística e tradição rítmica global.
📅 Data: Domingo, 22 de fevereiro de 2026
⏰ Horário: 22:00 – 04:00
📍 Local: DARC – Desterro, Calçada do Desterro, 7 · Lisboa
💵 Contribuição sugerida: 4€
👥 Entrada reservada a sócios
Sob o mote da procura do “novo” enquanto gesto coletivo, esta edição reflete sobre a dificuldade de imaginar futuros diferentes, num diálogo implícito com a ideia do “lento cancelamento do futuro” descrita por Mark Fisher. A música surge aqui como ferramenta de ligação entre pontos dispersos: experiências pessoais, ação política, passagem do tempo e criação artística.
Nico Espinoza (Chile, radicado em Lisboa) apresenta um trabalho situado entre a arte sonora e a composição de sistemas, explorando como agentes humanos, técnicos e naturais se entrelaçam em ecossistemas dinâmicos. A sua prática parte de uma escuta sensível do mundo, investigando a forma como ambientes, gestos e tecnologias se co-transformam.
Rodrigo Feijó, músico formado em clarinete e produção musical, desenvolve o projeto Focalin, onde cruza techno, ambient e minimalismo rítmico. O seu álbum Mutations propõe uma escuta contínua e imersiva, pensada como obra única, explorando variações tímbricas e estados de transição entre contemplação e pulsação eletrónica.
Moon Yé, natural da ilha da Reunião e atualmente residente em Bruxelas, constrói pontes entre ritmos ancestrais do Oceano Índico e linguagens eletrónicas globais. As suas atuações fundem Maloya, Global Bass e Techno, criando paisagens sonoras hipnóticas que cruzam África, Europa e diásporas musicais, num convite à viagem interior e coletiva.
Esta edição do Fim de Emissão #57 afirma-se como um espaço de experimentação e escuta partilhada, onde tradição, tecnologia e imaginação social se encontram numa noite prolongada de exploração sonora.