
Exposição TUDO NASCE DO MESMO LUGAR, de Maria Caroço
No dia 13 de março de 2026, às 17h, a Casa da Cidadania em Lisboa, recebe a exposição “Tudo nasce do
mesmo lugar”, da artista portuguesa Maria Caroço. A mostra estará aberta para visitação até 10 de abril,
com entrada livre.
Nesta exposição, Maria Caroço transforma resíduos e materiais descartados em esculturas e ilustrações,
criando obras visuais a partir do que é normalmente visto como lixo. A artista propõe uma reflexão sobre
consumo, desperdício e responsabilidade ambiental, inspirada nos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável.
“As obras visuais apresentadas são esculturas tridimensionais e ilustrações contemporâneas, criadas a
partir de resíduos e materiais descartados, moldadas e pintadas, maioritariamente, com tintas naturais
e de autoria própria. Restos difíceis de reciclar transformam-se em matéria poética, questionando o
destino que damos ao que já não queremos ver. Entre humor e distopia, surgem objectos imaginários,
como o Aspirador de Calorias, símbolo de uma sociedade que prefere apagar os sinais do prazer a
enfrentar as suas próprias escolhas. Tal como uma pipoca que cresce sob pressão, estas peças falam de
metamorfose, adaptação e resistência. Do lixo que não chegou ao mar nasce um oceano simbólico, um
lembrete de que cuidar é amar”, afirma a curadora da exposição, brasileira, Sabrina Stephanou.
Sobre a artista
Maria Caroço (Torres Vedras, 1972) é designer de moda, criadora de padrões e artista visual portuguesa.
Formada em Design de Moda pelo IADE (1995), construiu uma trajetória que cruza marcas autorais,
desenvolvimento têxtil e criação independente. Fundadora do Maria Caroço Studio, trabalha na
intersecção entre moda, ilustração e arte tridimensional, explorando o reaproveitamento têxtil e
resíduos de difícil reciclagem como matéria poética e crítica. A sua prática investiga transformação,
memória e consumo, propondo uma estética sensível onde criar é também um ato de cuidado.
Apresentou a sua marca no Lisboa ID (2009–2010), colaborou em projetos editoriais e musicais —
incluindo a digressão “Mundo”, de Mariza (2017) — e desenvolve padrões e peças autorais em regime
freelancer. Desde 2020, intensificou o trabalho em escultura de parede e pintura mista com materiais
descartáveis. Em 2024, realizou a exposição individual “Eu, Disjuntamente” e prepara novas mostras que
cruzam aguarela, tridimensionalidade e reflexão sobre publicidade, desejo e liberdade provisória.
Paralelamente, promove oficinas criativas e projetos educativos entre Brasil e Portugal, defendendo a
arte como prática regenerativa e instrumento de consciência ambiental.Informações:
Data: 13 de março a 10 de abril de 2026.
Abertura da exposição: 17h.
Local: Fórum Grandela – Casa da Cidadania – Estrada de Benfica n.º 417, Lisboa.
Horário para visitação: Segunda a sexta-feira, 9h30–13h | 14h–17h30.
Entrada livre.
Contato: stephanoucultural@gmail.com
Redes sociais: @mariacaroco_studio e @stephanoucultu