
BOCA DE CENA – Teatro Taborda
Acontece como quando caminhamos no bosque e de repente somos surpreendidos pela espantosa variedade das vozes animais. Silvos, piados, trilos, lascas de lenha, metais estilhaçados, chilros, assobios, bisbilhos: cada animal tem o seu som, nascido imediatamente de si mesmo. A dupla nota do cuco zomba do nosso silêncio e revela-nos o nosso ser sem voz, o único, no coro infinito das vozes animais. Experimentamos então falar, pensar.
Giorgio Agamben, 1986
Mas o pior, o pior são todos os que morreram e tiveram o cuidado de enxotar a sua voz para longe da morte…. Morreram eles, mas a voz ficou viva. Ah, meu caro amigo, a desgraça é essa: no mundo de hoje, as vozes existem só por si.
Luis Francisco Rebello, 1947
BOCA DE CENA é o retrato de um ser com boca. Em BOCA DE CENA o destaque centra-se na elasticidade, plasticidade e no mecanismo da boca, expondo a vulnerabilidade do corpo, tensões e o seu peso.
Ficha Técnica e Artística
CONCEITO, FIGURINO E INTERPRETAÇÃO | António Torres
APOIO DRAMATÚRGICO E OLHAR EXTERNO | Miguel Castro Caldas
DESENHO DE LUZ | Santiago Rodríguez Tricot
CRIAÇÃO SONORA E INTERPRETAÇÃO | Mestre André
OPERAÇÃO | Luís Lucena
FIGURINO | Inês Ariana
FILMAGEM E FOTOGRAFIA | João Leitão
Apoio | DGArtes e Fundação GDA
Acolhimento Teatro da Garagem
Apoios Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC, Junta de Freguesia de Santa Maria Maior
Financiamento Direção-Geral das Artes, Governo de Portugal | Ministério da Cultura
Mais informações:
218 854 190 | 924 213 570
BOCA DE CENA – Teatro Taborda