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DESCRIPTION:Pode ser que um dragão venha trazer à superfície as entranhas de corpos desfeitos. O daquela mulher, por exemplo, que leva pedaços do corpo para cena, um a um. Como nos sonhos, em que qualquer pedaço de carne das figuras e formas que aparecem fica dividido entre o ser humano e o animal, ambos gravitando entre um polo que é a vida e outro que é a morte, como dois espaços de imaginação e criação. Nesse intervalo desdobram-se muitas possibilidades de articulação de membros físicos numa espécie de tectriz.\nEste dragão, um animal que vive tão banalmente nos sonhos e fantasias, chega sob a forma de uma armadura que a figura central evoca na zona do seu subconsciente e transfere para o contexto real e âmbito social todo o seu capital de mobilização coletiva e de libertação de estereótipos. O estigma do que poderá ser um corpo feminino e suas polaridades e subjugações sociais vem potenciado na textura da pele daquele lugar antropozoomórfico.\nEsta é uma peça inicialmente criada a partir de material autobiográfico sobre a capacidade de desdobramento da figura humana perante um contexto particular de crise. Nasceu da memória de vários sonhos repetidos onde a figura animal, como ferramenta da transformação e abrigo, teve um papel fundamental na exorcização do imaginário ou da realidade neles vivida. A clareza do que se passava no subconsciente permitiu-me transpor para a realidade concreta algumas descobertas exploradas através dos sonhos. Agora acordada, estabelece-se uma relação entre os efeitos de uma crise acesa (que sob o ponto de vista sociológico e filosófico se revela histórica) – de valores éticos e culturais – que atravessamos e as escolhas e direções de uma figura que emerge e se torna central na peça.  Paralelamente ao seu percurso, está a tentativa desta figura feminina se desintegrar de um lugar-comum de género e suas questões adjacentes, para flutuar entre conceitos e ideias como a operatividade de um corpo que deambula entre o masculino e o feminino e a ação autonomizada pela sobrevivência. É disto que esta figura se quer perder. Será então a sua desfiguração (concetual) que a salva das trevas? Neste imaginário criado, o caminho da performance surge como ponto de rutura estrutural do indivíduo pela via do empoderamento precário do corpo.\nFICHA ARTÍSTICA\nDireção artística, Criação e Interpretação: Vitória Teles Grilo\nTexto Original: Vitória Teles Grilo\nAssistência Artística: Nuno Lucas\nDireção Técnica: João Teixeira\nSonoplastia: Aurélien Lino\nFigurinos: Sara Zita\nVídeo e Fotografia: Alípio Padilha\nProdução Executiva: Ana Lobato\nApoio à Produção: Rede More Associação Cultural\nApoio: Fundação Calouste Gulbenkian\nApoio à Residência: Centro de Teatro de Cabeceiras de Basto (no âmbito do programa da FICHA TRIPLA – Produção d’Fusão), Estúdios Victor Córdon, DeVIR/CAPa, CC Malaposta, Pólo Cultural Gaivotas e Companhia Olga Roriz\nAgradecimentos: Ana Lobato, Miguel Pereira, Francisco Camacho, EIRA, Equipa e público do Encontro Bienal de Artes Performativas (Re)union 2020, Helena Dawin, Luís Odriozola, Catarina Feijão e Joana Manaças\nPREÇOS\nBilhete Inteiro – 10,00€ ( https://www.bol.pt/Comprar/Bilhetes/106293-meteorologia_tempo_para_matar-centro_cultural_malaposta/ )\nDESCONTOS\nMaiores de 65 anos | Menores de 25 anos | Grupos + 10 pessoas\nProfissionais de espetáculo | Cartões Câmara Municipal de Odivelas | Funcionários Câmara Municipal de Odivelas | Cartão FNAC | Konica Minolta | Clube P *\n*Descontos efetuados na bilheteira da Malaposta, mediante apresentação do respetivo documento comprovativo do desconto.\nA marcação de lugares para pessoas com mobilidade reduzida (cadeira de rodas) deve ser realizada diretamente com a Malaposta através dos seguintes contactos: ccmalaposta@gmail.com ( mailto:ccmalaposta@gmail.com ) ou 212478240\nMETEOROLOGIA: TEMPO PARA MATAR – CENTRO CULTURAL MALAPOSTA\n
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LOCATION:R. de Angola, 2620-492 Olival Basto
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